Indicativos de Portugal

Guia de referência aos indicativos e prefixos de telefone em Portugal: descubra de onde é o número que lhe ligou e quanto custa ligar de volta.

Recebeu uma chamada e quer saber de onde é este número? Em Portugal, o prefixo do telefone (os primeiros dois ou três dígitos) diz muito sobre a origem: se é um telemóvel, um fixo de Lisboa ou do Porto, um número verde gratuito ou um número de valor acrescentado que pode sair caro. Esta página reúne os indicativos de Portugal num só sítio, de acordo com o Plano Nacional de Numeração gerido pela ANACOM, para consultar antes de devolver uma chamada desconhecida.


Prefixos móveis: 91, 92, 93 e 96

Os números de telemóvel portugueses têm nove dígitos e começam sempre por 9. O segundo dígito identifica a rede em que o número foi originalmente atribuído:

PrefixoRede de origem
91Vodafone
92Vários operadores (entre eles operadores móveis virtuais, como a NOWO)
93NOS
96MEO

Assim, o indicativo 91 aponta para um número atribuído pela Vodafone e o 96 para um número da MEO. A gama 92 é a mais heterogénea, porque foi repartida por vários operadores mais pequenos e virtuais. Importa, no entanto, ler a nota sobre portabilidade mais abaixo: o prefixo indica a rede de origem, não garante o operador atual.


Indicativos fixos: 21 Lisboa, 22 Porto e os prefixos regionais

Os números fixos começam por 2. As duas maiores áreas do país têm indicativos de dois dígitos: o indicativo 21 corresponde à área de Lisboa e o indicativo 22 à área do Porto. Todo o resto do território usa indicativos de três dígitos, organizados por zonas:

GamaZonaExemplos de cidades
21Grande LisboaLisboa, Amadora, Cascais, Sintra
22Grande PortoPorto, Vila Nova de Gaia, Matosinhos
231 a 239Região Centro (litoral)Viseu (232), Aveiro (234), Coimbra (239)
241 a 249Centro e RibatejoAbrantes (241), Santarém (243), Leiria (244)
251 a 259Norte (Minho e Trás-os-Montes)Braga (253), Viana do Castelo (258), Vila Real (259)
261 a 269Oeste, península de Setúbal e Alentejo litoralTorres Vedras (261), Setúbal (265), Évora (266)
271 a 279Interior Centro e NordesteGuarda (271), Castelo Branco (272), Bragança (273)
281 a 289Algarve e Baixo AlentejoTavira (281), Beja (284), Faro (289)
291 / 292 / 295 / 296Madeira e AçoresFunchal (291), Horta (292), Angra do Heroísmo (295), Ponta Delgada (296)

Alguns exemplos rápidos para memorizar: um número que começa por 239 é da zona de Coimbra, 253 é Braga, 289 é Faro, 234 é Aveiro, 265 é Setúbal, 266 é Évora, 291 é o Funchal (Madeira) e 296 é Ponta Delgada (Açores).


Números de serviços: números verdes, custo partilhado e valor acrescentado

Nem todos os números pertencem a pessoas ou empresas com morada fixa. Portugal reserva várias gamas para serviços com tarifas próprias, e é aqui que convém ter mais cuidado antes de ligar de volta:

PrefixoTipo de serviçoCusto para quem liga
30Serviços nómadas / VoIPNormalmente equiparado a uma chamada fixa (depende do tarifário)
707 / 708Custo partilhadoQuem liga paga parte do custo; muitas vezes fora dos pacotes de minutos
760Tarifa única por chamada0,60 € + IVA por chamada
761Tarifa única por chamada1,00 € + IVA por chamada
762Tarifa única por chamada2,00 € + IVA por chamada
800Número verdeGratuito para quem liga
808 / 809Custo partilhado ("número azul")Quem liga paga o equivalente a uma chamada local ou fixa
601 / 607 / 608Valor acrescentadoTarifas majoradas, as mais caras do plano de numeração

Números verdes (800)

Os números verdes, que começam por 800, são totalmente gratuitos para quem liga: é a empresa ou entidade que recebe a chamada que suporta o custo. São muito usados por linhas de apoio ao cliente, serviços públicos e bancos.

Números de valor acrescentado (601, 607, 608)

Um número de valor acrescentado cobra bastante mais do que uma chamada normal, porque parte do valor remunera o serviço prestado (televoto, concursos, conteúdos e afins). Se recebeu uma chamada perdida de um número destas gamas, ou de um 760, 761 ou 762, desconfie: devolver a chamada tem sempre um custo, e este padrão é usado em burlas de "toque único" (wangiri). Nesses casos, o mais seguro é pesquisar o número no ligaram.pt antes de ligar de volta.


Portabilidade: o prefixo indica a origem, não o presente

Desde que existe portabilidade em Portugal, qualquer pessoa pode mudar de operador e manter o número. Isto significa que um número 91 pode hoje estar na MEO, um 96 pode estar na Vodafone, e um fixo com indicativo de Lisboa pode ter passado para outro serviço. Nos fixos, a numeração geográfica continua associada à zona, mas com serviços nómadas e centrais virtuais uma empresa pode atender um "21" a partir de qualquer ponto do país.

Em resumo: o prefixo diz-lhe a rede ou zona de origem do número, não necessariamente o operador ou a localização atuais. É uma boa primeira pista, mas não é prova de nada por si só.


E os números internacionais?

O indicativo internacional de Portugal é o +351. Se recebe uma chamada de um número que não começa por +351 (por exemplo, +44 do Reino Unido ou +225 da Costa do Marfim), a chamada vem do estrangeiro, ou pelo menos apresenta-se como tal, porque o identificador de chamadas pode ser falsificado (spoofing). Chamadas internacionais inesperadas, sobretudo de países onde não conhece ninguém, são um sinal clássico de tentativa de burla.


Não sabe quem ligou? Pesquise o número

Saber o indicativo é o primeiro passo, mas raramente chega para identificar quem ligou. Se um número desconhecido o contactou, veja o nosso guia Quem me ligou? Como identificar um número desconhecido e use a pesquisa gratuita na página inicial para consultar comentários de outras pessoas sobre esse número: telemarketing, cobranças, burlas ou chamadas legítimas.

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